Para responder a essa pergunta, primeiro temos que entender os CRITÉRIOS para uma intervenção ser de fato com base em ABA.
Buscando na literatura, encontramos o PRIMEIRO artigo publicado na revista JABA (Journal of Applied Behavior Analysis) em 1968, de Baer, Wolf & Risley, no qual os autores recomendaram os critérios para JULGAR a adequação na Análise do Comportamento Aplicada, que depois foram chamadas de “7 DIMENSÕES DA ABA”. Esses critérios são:
APLICADA, COMPORTAMENTAL, ANALÍTICA, TECNOLÓGICA, CONCEITUALMENTE SISTEMÁTICA, EFICAZ e GENERALIZÁVEL.
Destaco que, nenhum deles é opcional e não vale fazer um e não o outro, viu!
Quando eu falo de uma terapia baseada em reforço, extinção e tarefas, estou me referindo a todas aquelas que apesar de usarem alguns princípios da Análise do Comportamento, NÃO alcançam o critério suficiente para serem definidas como ABA, ou seja, NÃO estão de acordo com as 7 dimensões. Na prática seriam aquelas terapias que NÃO montam um plano de intervenção individualizado, aqueles atendimentos que fazem uso de recursos lúdicos mas SEM objetivos claros, aqueles treinos SEM qualquer sistema de mensuração comportamental ou avaliativo, aqueles manejos usando extinção sem antes ter feito uma AVALIAÇÃO comportamental ou análise FUNCIONAL e até mesmo aqueles em que aplicam uma “recompensa”, sem antes ter feito uma AVALIAÇÃO DE PREFERÊNCIAS.
Ressalto que esse segundo tipo de terapia NÃO existe conceitualmente ou sistematicamente, porém é a realidade de muitos profissionais e clínicas.
Por essa preocupação, convido vocês a REFLETIREM que tipo de intervenção estão ofertando. Enfatizando que para entregar, de fato, um serviço em ABA é necessário investir em FORMAÇÃO, LITERATURA de qualidade e principalmente, fazer SUPERVISÃO. Assim, vocês têm a garantia de estarem de acordo com a CIÊNCIA e proporcionando uma ABA com AMOR e COMPAIXÃO.
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E, aí? Qual tipo de terapia estão ofertando?



