Junto com a fonoaudiologia
Quando a recusa tem a ver com mastigação, engasgo ou com a forma de levar o alimento à boca, a fono entra junto. Uma cuida do que se come, a outra de como se come.
Em Araçás, Vila Velha, e também online
A nutrição entra quando a alimentação virou a questão: a lista de comidas aceitas encurtou, cada refeição vira negociação e bate o medo de estar faltando nutriente. O trabalho é ampliar essa lista de forma segura, no ritmo de quem come.
Não sabe se é a nutrição que resolve? Conta pelo WhatsApp o que está sendo comido e o que já foi tentado. Se o caminho for outro atendimento da equipe, a gente diz isso também. Tirar essa dúvida.
Antes de decidir
Seletividade alimentar é comer sempre a mesma coisa e recusar quase todo o resto. No Laboratório do Comportamento, em Vila Velha, é a porta de entrada mais comum do atendimento de nutrição: a família chega contando uma lista de cinco ou seis alimentos, sempre os mesmos, e a sensação de que a lista só diminui.
O problema não é o gosto, é o que a lista curta faz com o corpo e com a casa. Quando um alimento sai e nenhum entra no lugar, o risco de faltar nutriente cresce em silêncio, e a hora da refeição vira o pior momento do dia para todo mundo.
O trabalho da nutrição é ampliar essa lista de forma segura, no ritmo de quem come, junto com a fonoaudiologia e com quem está na mesa na hora da refeição. Nada de virar o cardápio do avesso na primeira semana: um alimento por vez, no passo que a pessoa consegue dar.
Recusar comida quase nunca é birra. Pode ser textura, cheiro, temperatura, o barulho da mastigação, uma engasgada antiga que ninguém esqueceu, ou a mesa que virou lugar de briga. Entender o motivo muda o que se faz em seguida.
É o sinal mais claro de que está na hora de procurar ajuda. Cada alimento que sai da lista raramente volta sozinho, e a variedade vai afinando ano a ano. Quanto antes se interrompe essa curva, menor o buraco a preencher depois.
Uma lista curta pode até dar conta da fome e ainda assim deixar lacuna de ferro, cálcio, fibra ou proteína. Olhar isso com método, e não no susto, é parte do que a nutricionista faz na avaliação.
Esta seção descreve o que a nutrição faz como área. O que vale para o seu caso, incluindo exame, conduta e a necessidade ou não de suplementação, é definido pela nutricionista da clínica na avaliação. O registro de qualquer nutricionista pode ser conferido na Consulta Nacional de Nutricionistas, do Conselho Federal de Nutricionistas.
Para quem é
A nutrição da clínica atende todas as idades: criança, adolescente e adulto. A queixa que mais chega é a seletividade alimentar, com ou sem diagnóstico fechado, e ela aparece muito em pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras neurodivergências, que são a especialidade da casa. Não é preciso saber a causa para procurar: descobrir a causa é parte do trabalho.
Não precisa esperar o laudo para procurar ajuda. A clínica atende normalmente quem chega sem diagnóstico fechado. Se já existe laudo, exame recente ou encaminhamento, mande junto com a primeira mensagem.
Forçar, esconder alimento na comida e brigar na mesa costumam piorar a recusa. A aproximação de um alimento novo é feita em passos pequenos, até ele deixar de ser ameaça.
Antes de tirar qualquer coisa do prato, é preciso saber o que a lista atual sustenta e o que ela deixa faltando. Retirar alimento de quem já come pouco é o caminho mais rápido para piorar.
A refeição acontece em casa, não na sala de atendimento. Por isso a orientação para quem serve o prato faz parte do trabalho desde a primeira conversa.
Junto com a equipe
A nutrição faz parte da equipe multidisciplinar do Laboratório do Comportamento: terapia ABA, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia, psicoterapia e neuropsicologia no mesmo espaço, conversando entre si sobre a mesma pessoa.
Presencial em Araçás ou online
A nutrição acontece na clínica, em Araçás, e também online, por vídeo, com horário marcado. No formato online o atendimento não depende de morar na Grande Vitória: atende de qualquer lugar, inclusive quem já mudou de cidade e quer continuar com a mesma profissional.
Quando a recusa tem a ver com mastigação, engasgo ou com a forma de levar o alimento à boca, a fono entra junto. Uma cuida do que se come, a outra de como se come.
Textura, cheiro, temperatura e barulho pesam muito na hora de comer. Quando é isso que trava, a terapia ocupacional trabalha a tolerância e a nutrição aproveita a porta que abriu.
Quando a pessoa também faz terapia ABA aqui, aceitar um alimento novo vira objetivo escrito no plano, com registro de dado, e não uma tentativa solta na hora do almoço.
A recomendação da clínica é começar por uma e ir somando, e não abrir todas as frentes na mesma semana. Por onde começar é decisão da família, com a equipe ajudando a escolher.
Como funciona
São quatro etapas, sempre na mesma ordem. Você sabe em qual delas está o tempo todo, e cada uma termina com uma decisão da família.
Pelo WhatsApp. Você conta a idade, o que costuma ser aceito, o que já foi tentado e há quanto tempo a coisa está assim. A equipe faz uma triagem para entender a queixa e explicar como funciona o atendimento.
É aqui também que se combina o formato: presencial em Araçás ou online. Se já existe laudo, exame recente ou encaminhamento, mande junto com a primeira mensagem.
A nutricionista levanta o histórico alimentar de verdade: o que entra, em que quantidade, em que horário, com quem, em que lugar da casa e o que acontece quando aparece algo diferente no prato.
É dessa conversa, dos dados que a família traz e dos exames que já existam que sai o retrato do que está bem sustentado e do que pode estar faltando.
Sai dali um plano individual: por qual alimento começar, em que passo, com que apoio, e o que fica combinado para a hora da refeição em casa. Objetivos escritos, não conselhos soltos.
Se o caso pedir conduta médica ou exame novo, isso é dito com todas as letras, e a nutricionista orienta o encaminhamento.
As sessões seguem o plano e ajustam o passo conforme o que acontece na mesa de casa durante a semana. O que se busca não é o prato limpo de hoje: é a lista de alimentos aceitos voltando a crescer.
Quem serve o prato acompanha o que está sendo trabalhado e recebe orientação para sustentar isso em casa, porque é lá que a maior parte das refeições acontece.
Antes da primeira mensagem
É comer sempre a mesma coisa e recusar quase todo o resto. A lista de alimentos aceitos costuma ser curta, muito específica (aquela marca, aquele formato, aquela textura) e vai encurtando com o tempo, porque cada alimento que sai não volta e nenhum novo entra no lugar.
Não é frescura nem birra: é um padrão que se instala e que tem como ser trabalhado.
Costuma ser, sim. Cardápio muito curto é a porta de entrada mais comum do atendimento de nutrição da clínica. O primeiro passo é entender o que já é aceito e por quê, se falta algum nutriente importante e o que dá para ampliar primeiro sem virar a mesa de cabeça para baixo.
Se o caminho for começar por outro atendimento da equipe, como a fonoaudiologia, a gente diz isso na triagem.
Não. Forçar, esconder alimento na comida ou brigar na hora da refeição costuma piorar a recusa, porque transforma a mesa em lugar de conflito.
O trabalho é o contrário disso: aproximar a criança de um alimento novo em passos pequenos, no ritmo dela, até que comer aquilo deixe de ser ameaça.
Isso não dá para responder pela internet, e a página não vai fingir que dá. Quem avalia se falta algum nutriente, e o que fazer a respeito, é a nutricionista, na avaliação, com o histórico alimentar e os exames que a família já tenha em mãos.
Quando o caso pede conduta médica, o encaminhamento é dito com todas as letras.
Sim. A nutrição atende todas as idades: criança, adolescente e adulto. Seletividade alimentar não some sozinha com o tempo, e muita gente chega já adulta com a mesma lista curta de sempre.
Pode. A nutrição acontece presencialmente em Araçás, Vila Velha (ES), e também online, por vídeo, com horário marcado. No formato online o atendimento não depende de morar na Grande Vitória.
Qual dos dois faz mais sentido para o seu caso é combinado no primeiro contato.
Conversa, e nesse assunto isso é decisivo. Quando a recusa tem a ver com mastigação, com engasgo ou com a forma de levar o alimento à boca, quem entra junto é a fonoaudiologia. Quando tem a ver com textura, cheiro e barulho, costuma entrar a terapia ocupacional.
Quando a hora da refeição virou briga, a orientação para a família anda junto do cardápio.
Não. A clínica atende normalmente quem chega sem diagnóstico fechado. Se já existe laudo, exame recente ou encaminhamento, mande o documento junto com a primeira mensagem: a equipe segue a partir dali.
Não atendemos convênio nem plano de saúde. Para manter a qualidade dos atendimentos e a equipe constantemente capacitada e treinada, optamos por manter os atendimentos de forma particular.
Próximo passo
Manda uma mensagem contando a idade, o que costuma ser aceito no prato e o que já foi tentado. Com essas três coisas a resposta já vem inteira, mesmo quando ela for indicar outro caminho.
Atendimento presencial em Araçás, Vila Velha, e também online.