Coordenação motora fina e grossa
Da pinça que segura o lápis e fecha o botão até o corpo inteiro que corre, sobe, pula e se equilibra. Uma coisa sustenta a outra: sem tronco firme, a mão não fica livre para o detalhe.
Para famílias, em Araçás, Vila Velha
A terapia ocupacional trabalha coordenação motora, integração sensorial e o que a criança ainda não faz sozinha: vestir, comer, tomar banho, brincar. Com ou sem diagnóstico fechado.
Não sabe se a TO é o caminho para a sua criança? Conta pelo WhatsApp o que está travando em casa. Se o caminho for outro atendimento da equipe, a gente diz isso também. Tirar essa dúvida.
O que muda no dia a dia
A terapia ocupacional infantil trabalha as ocupações da criança. O nome assusta um pouco, e a ideia é simples: ocupação, aqui, é tudo o que ocupa o dia dela. Comer, se vestir, escovar os dentes, segurar o lápis, subir no escorregador, aguentar o barulho do shopping, brincar junto com outra criança.
O trabalho começa entendendo o que a criança já faz sozinha, o que faz com ajuda e o que ainda não faz. Depois vem o motivo: às vezes é a mão que ainda não tem força, às vezes é o corpo que não organiza o que chega pelos sentidos.
A sessão é lúdica e acolhedora, porque é brincando que a criança aceita repetir. Por trás da brincadeira existe um plano individualizado, com metas escritas e revistas ao longo do tempo.
Da pinça que segura o lápis e fecha o botão até o corpo inteiro que corre, sobe, pula e se equilibra. Uma coisa sustenta a outra: sem tronco firme, a mão não fica livre para o detalhe.
Som, toque, textura, movimento, equilíbrio. Quando o corpo não organiza bem o que chega pelos sentidos, o dia comum vira grande demais. A oferta sensorial entra planejada, na dose que a criança suporta.
Vestir-se, alimentar-se, higiene, participar das atividades da vida diária. São as metas que mais mudam a semana da família, e por isso costumam entrar cedo no plano.
Nada aqui promete resultado. O que a sua criança vai trabalhar sai da avaliação, e não desta lista.
Para quem é
A terapia ocupacional é para qualquer criança que esteja travando em alguma parte do dia. Com diagnóstico, com suspeita ou sem nada disso.
Crianças com autismo e outras neurodivergências são parte grande do que a clínica atende, e é onde a equipe tem mais estrada. Mas não é a porta de entrada: descobrir o motivo do que está travando já é o trabalho da avaliação.
Um item só já é motivo para conversar. Não precisa marcar todos.
Não precisa esperar o laudo para procurar ajuda. A clínica atende normalmente crianças sem diagnóstico fechado, e é comum o próprio médico pedir as avaliações dos profissionais para conseguir fechar o diagnóstico.
Junto com a equipe
A terapia ocupacional faz parte da equipe multidisciplinar da clínica: terapia ABA, fonoaudiologia, psicopedagogia, nutrição e neuropsicologia no mesmo espaço, conversando entre si sobre a mesma criança.
Quando a criança também faz terapia ABA aqui, as metas da TO conversam com os objetivos do plano de intervenção: mesma criança, mesma direção, sem trabalho repetido nem instrução contraditória.
A recomendação da clínica é começar por uma terapia e ir somando, e não abrir todas as frentes na mesma semana. Por onde começar é decisão da família, com a equipe ajudando a escolher.
Ambiente adaptado, com estímulos adequados, salas climatizadas e banheiro pensado para crianças. O atendimento também acontece em domicílio e na escola, conforme o plano.
Comunicação contínua e orientações práticas para casa: o que foi treinado na sessão precisa acontecer na rotina de vocês para virar habilidade de verdade.
Quem atende a sua criança, com que formação e sob qual supervisão está na página da equipe.
Como funciona
São quatro etapas, sempre na mesma ordem. Você sabe em qual delas está o tempo todo, e cada uma termina com uma decisão da família.
Pelo WhatsApp. A família conta a idade da criança e o que está travando no dia a dia, e a equipe faz uma triagem para entender os principais desafios e explicar como funciona o atendimento.
Se já existe laudo, diagnóstico ou encaminhamento, mande o documento junto com a primeira mensagem: a equipe segue a partir dali. Se não existe, tudo bem: a clínica atende normalmente crianças sem diagnóstico fechado.
A criança passa por sessões de avaliação em que a terapeuta analisa os aspectos motores, sensoriais e funcionais: o que ela já faz sozinha, o que faz com ajuda, o que ainda não faz e por quê.
A avaliação não é uma formalidade antes da terapia. É dela que sai o plano, e é por isso que ele não é um pacote pronto.
Com base na avaliação, a terapeuta monta um plano personalizado, com metas e frequência de sessões, alinhado às necessidades da criança e à realidade da família.
É ali que também se decide onde a sessão acontece: na clínica, em domicílio ou na escola.
As sessões começam. A criança trabalha as metas do plano brincando, com as atividades ajustadas ao jeito dela. É brincadeira com objetivo escrito por trás.
Os responsáveis acompanham a evolução por relatórios personalizados e pelo aplicativo de monitoramento da clínica, além das orientações práticas para continuar em casa.
Antes da primeira mensagem
Coordenação motora fina e grossa, integração sensorial e autocuidado: vestir-se, alimentar-se, higiene. Também autonomia nas atividades do dia a dia e autorregulação, que é a criança conseguir se organizar quando o dia sai do previsto. O atendimento é lúdico e o plano é individualizado.
Integração sensorial é o jeito como o corpo organiza o que chega pelos sentidos: som, toque, textura, movimento, equilíbrio. Quando essa organização não acontece bem, coisas comuns do dia, como cortar a unha, entrar no chuveiro ou ficar num lugar barulhento, viram um problema grande.
Na terapia ocupacional isso é ofertado de forma planejada dentro da brincadeira, na dose e no ritmo que a criança suporta.
A equipe multidisciplinar do Laboratório do Comportamento atende crianças de 8 meses a 15 anos, com ou sem diagnóstico fechado, incluindo crianças com autismo e outras neurodivergências. Na dúvida sobre a idade da sua criança, vale mandar uma mensagem.
Não. A clínica atende normalmente crianças sem diagnóstico fechado, e é comum o próprio médico pedir as avaliações dos profissionais para conseguir fechar o diagnóstico. Se já existe laudo, diagnóstico ou encaminhamento, mande o documento junto com a primeira mensagem: a equipe segue a partir dali.
A terapia ocupacional faz parte da equipe multidisciplinar da clínica e conversa com a terapia ABA, a fonoaudiologia, a psicopedagogia e a nutrição sobre a mesma criança. A recomendação da clínica, porém, é começar uma terapia por vez, e não todas ao mesmo tempo: a ordem é combinada com a família.
Na clínica, em Araçás, Vila Velha (ES), e também em domicílio e na escola, conforme o que o plano da criança pedir.
Não atendemos convênio nem plano de saúde. Para manter a qualidade dos atendimentos e a equipe constantemente capacitada e treinada, optamos por manter os atendimentos de forma particular.
Próximo passo
Manda uma mensagem com a idade da criança, o que está travando no dia a dia e se já existe laudo ou encaminhamento. Com essas três coisas a resposta já vem inteira, mesmo que ela aponte outro caminho.