É TEA, TDAH, dislexia ou outra coisa?
A avaliação contribui para o diagnóstico diferencial. Ela ajuda a separar condições que se parecem por fora, como TEA, TDAH, dislexia e deficiência intelectual, olhando o funcionamento por dentro.
Para pais e responsáveis, em Araçás, Vila Velha
Quando algo no desenvolvimento, na aprendizagem ou no comportamento da sua criança não fecha, a avaliação transforma a dúvida em um retrato claro. É esse retrato que ajuda a fechar um diagnóstico e orienta a escola e as terapias.
Não precisa de encaminhamento médico. Dá para começar direto pela clínica. Se já existe encaminhamento, relatório da escola ou de outra terapia, é só levar na primeira sessão. Tirar uma dúvida antes.
Quando procurar
Não é preciso ter certeza de nada para procurar: a avaliação existe justamente para responder à dúvida. Estes são os motivos que mais chegam à clínica.
Sobre a idade: a avaliação pode ser feita em qualquer idade. É comum as famílias aguardarem até os 7 anos. Nessa fase o diagnóstico identifica com mais precisão neurodivergências ou altas habilidades, o que mais cedo pode ser mascarado pela própria fase do desenvolvimento. Isso não é uma regra: se a dúvida já existe hoje, vale conversar antes de decidir esperar.
O que você leva daqui
No Laboratório do Comportamento, a avaliação olha atenção, memória, funções executivas, cognição, emoções e comportamento. Do cruzamento dessas medidas com a história contada pela família sai o parecer.
A avaliação contribui para o diagnóstico diferencial. Ela ajuda a separar condições que se parecem por fora, como TEA, TDAH, dislexia e deficiência intelectual, olhando o funcionamento por dentro.
O resultado não é uma nota só. É um perfil, função por função, com as potencialidades no mesmo mapa das dificuldades. É nas forças que a intervenção costuma se apoiar.
O parecer documenta as funções avaliadas e orienta adaptações e encaminhamentos. É o documento que a escola costuma pedir para organizar o apoio em sala.
O parecer aponta necessidades e objetivos. Com isso a família decide os próximos passos com mais chão: fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia, terapia ABA ou o que o caso pedir.
Esse laudo vale? Vale quando a avaliação segue a regra. A avaliação psicológica no Brasil é regulada pela Resolução CFP nº 31/2022, do Conselho Federal de Psicologia, e os testes aplicados precisam estar aprovados no SATEPSI, o sistema de avaliação de testes psicológicos do próprio conselho. Para fins legais, o fechamento do diagnóstico continua sendo do médico.
Sobre o laudo
A clínica não tem neuropediatra, e é bom saber disso antes de agendar. Tem neuropsicólogo, e o neuropsicólogo faz a avaliação completa e emite laudo.
O laudo é aberto pelo neuropsicólogo, com o resultado da avaliação neuropsicológica. Para fins legais, ele precisa ser fechado por um médico: neuropediatra, neurologista ou psiquiatra. É esse par que costuma sustentar direitos, matrícula e conduta médica.
Não é preciso ter diagnóstico para começar. É comum o caminho ser o contrário: o médico pede a avaliação neuropsicológica justamente para conseguir fechar o diagnóstico.
As funções cognitivas avaliadas, o diagnóstico descritivo do funcionamento da criança e as orientações de intervenção que saem desse resultado.
Para a escola organizar o apoio, para as terapias definirem objetivos e para o médico ter em mãos a medida do funcionamento da criança.
O parecer é apresentado na sessão de devolutiva, a última do processo. Se vocês precisam do documento até uma data específica, diga isso já na primeira mensagem.
Como funciona
A avaliação tem 10 sessões, de cerca de uma hora cada, sempre na mesma ordem. Todas acontecem na clínica, em Araçás.
Pelo WhatsApp. A equipe pergunta a idade da criança e o objetivo da avaliação: o que está preocupando vocês, o que a escola tem dito, se já existe algum diagnóstico ou relatório. É essa conversa que orienta o agendamento.
Uma sessão de entrevista com os pais ou responsáveis, sem a criança. Ali entra o histórico completo do desenvolvimento, as queixas e os objetivos de vocês com a avaliação. É a hora de levar relatórios da escola, encaminhamentos e laudos anteriores.
São 8 sessões de aplicação, uma de cada vez, avaliando atenção, memória, funções executivas, cognição, emoções e comportamento. Para a criança, é sentar com o neuropsicólogo e fazer atividades: nada de exame invasivo, nada de aparelho.
Se durante o processo o neuropsicólogo identificar a necessidade, podem ser solicitadas mais sessões, sem nenhuma cobrança adicional.
Fora das sessões, o neuropsicólogo cruza os resultados dos testes com o que veio da anamnese. Dali sai o perfil neuropsicológico da criança, com as recomendações que vêm com ele.
A última sessão é com a família. O neuropsicólogo apresenta os resultados e o parecer detalhado, com as necessidades, os objetivos e os encaminhamentos. É a sessão em que as dúvidas de vocês são respondidas com o resultado na mesa.
Onde e quando
A avaliação da criança é presencial: a aplicação depende de material concreto e da observação direta do comportamento dela na sala. O espaço é o mesmo das terapias da clínica, pensado para a criança que vai usar a sala, sem estímulo sobrando na parede. Atendemos famílias de Vila Velha e de toda a Grande Vitória: Vitória, Serra e Cariacica.
Antes da primeira mensagem
Entra no parecer do mesmo jeito. A avaliação varre todas as funções em toda criança, então o que aparecer durante a testagem é investigado e documentado, mesmo que não tenha relação com a suspeita que motivou a avaliação. É comum a família chegar investigando um diagnóstico e o parecer mapear também outra condição, ou altas habilidades. O retrato entregue é o da criança inteira, não só o da pergunta de entrada.
A avaliação pode ser feita em qualquer idade. É comum as famílias aguardarem até os 7 anos: nessa idade o diagnóstico consegue identificar com mais precisão neurodivergências ou altas habilidades, o que com menos idade pode ser mascarado pela própria fase do desenvolvimento. Isso não é uma regra fechada: se a dúvida já existe hoje, vale conversar antes de decidir esperar.
São 10 sessões ao todo, de cerca de uma hora cada: 1 de anamnese com os pais ou responsáveis, 8 de aplicação de testes com a criança e 1 de devolutiva com o parecer. Se durante o processo o neuropsicólogo identificar a necessidade, podem ser solicitadas mais sessões, sem nenhuma cobrança adicional.
Sim. A avaliação da criança é presencial, na clínica, em Araçás, Vila Velha (ES). A aplicação dos testes com criança depende de material concreto e da observação direta do comportamento dela na sala, e é isso que sustenta o resultado.
Não possuímos neuropediatra, mas temos neuropsicólogo, e ele emite laudo. O laudo é aberto pelo neuropsicólogo com a avaliação neuropsicológica e, para fins legais, deve ser fechado por um médico: neuropediatra, neurologista ou psiquiatra.
Não é obrigatório encaminhamento. Se a sua criança já tiver um, ou já tiver relatório de escola ou de outra terapia, é só levar na primeira sessão: esse material entra na anamnese e ajuda a orientar a investigação.
São avaliações diferentes. A avaliação neuropsicológica investiga o funcionamento cognitivo e contribui para o diagnóstico, e não há qualquer impeditivo em fazê-la em outro local, nem em manter outras terapias em paralelo. Já o período de integração é a avaliação para a terapia ABA, feita pela nossa equipe: é o primeiro passo do tratamento, onde nasce o plano de intervenção da criança.
Não atendemos convênios nem plano de saúde. Para manter a qualidade dos atendimentos e a equipe constantemente capacitada, optamos por manter os atendimentos de forma particular.
Próximo passo
Manda uma mensagem contando a idade da criança e o que está preocupando vocês: o que a escola tem dito, o que muda em casa, se já existe algum diagnóstico. Com isso a equipe já explica como funciona e oferece horário.
· Segunda a sexta, das 8h às 18h